ABRAHÃO MALULEI – Candidato à Presidência do CREA-MS

NOVOS RUMOS PARA O CREA-MS

ABRAHÃO MALULEI NETO (52) – Engenheiro Agrônomo formado pela UFMS/Dourados. Casado, três filhas. Especialista em conservação de solos, irrigação e drenagem. Já disputou em 2005 a presidência do CREA-MS obtendo 967 votos quando o universo de votantes era de 3 mil. Foi entrevistado segunda-feira (06/11) no programa BOCA DO POVO pelo Jor. B. de Paula Filho.

*Por Sullender Dutra (Formigão)

Boca: Você é candidato à presidência do CREA?
ABRAHÃO MALULEI – “Sou! Fui em 2005, e apesar da bela campanha não obtivemos êxito, mas consegui 967 votos num universo de 3 mil. Foi uma divisão entre a agronomia com a engenharia civil. Para o CREA-MS foi uma oxigenação salutar”.

Boca: Por que o CREA-MS sumiu das grandes discussões?
ABRAHÃO MALULEI – “Esse é um dos motivos da minha atual candidatura. Somos uma entidade gigantesca com um comportamento anão. Não podemos continuar omissos como estamos, afinal somos uma entidade com quase 100 profissões totalmente inserida no desenvolvimento do nosso Estado e no País, só que aqui no MS não participamos nem opinamos em nada nos últimos tempos”.

Boca: Por que essa ausência?
ABRAHÃO MALULEI – “Éramos presentes em todas as questões. O CREA abrange as áreas da engenharia mecânica, elétrica, agronomia, engenharia civil, técnico, tecnólogo, geólogo, geógrafos, engenheiro ambiental. Ademais, estamos no Estado do Pantanal sem participarmos de nada como se não existíssemos”.

Boca: Seu sentimento se iguala aos demais associados?
ABRAHÃO MALULEI – “Garanto que sim. Imagine você pertencer a uma entidade fortíssima que se ausenta das grandes discussões como: Aquário do Pantanal, Rota Bioceânica, Ponte sobre o Rio Paraguai em Murtinho, o Reviva-Centro, malha ferroviária, Porto Seco e outras grandes questões?. Sem participação desvaloriza-se a classe. O CREA-MS se fechou sobre si. Caiu no mutismo e se isolou. Minha proposta é oxigenar a disputa. Trazer o CREA-MS de volta à vida e aos seus melhores dias , acordando o gigante que sempre foi, mas que está adormecido no momento por não ter um Maestro”.

Boca: Na eleição passada o vencedor fez inúmeras promessas que não se cumpriram. Prometa que com você será diferente…
ABRAHÃO MALULEI – “Não só prometo como irei mais longe. A posição de presidente do CREA é institucional. Não se pode entrar para presidir uma entidade e se fechar sobre ela. O presidente precisa mostra a ‘cara’ do CREA para a sociedade. Cumprir o papel de defender a sociedade do mau exercício da profissão. Participar do desenvolvimento do do Estado, pois prometo que na nossa gestão vamos botar o dedo nas inúmeras ‘feridas’ que estão passando em branco?”.

Boca: Vimos dias atrás a RUMO – ex-Noroeste – fazendo propaganda sobre a aquisição de vagões e locomotivas. Mas nada disso virá para a nossa malha ferroviária…
ABRAHÃO MALULEI – ´” uma prova de que algo está na contramão. O CREA-MS deveria estar nessa discussão, afinal a ferrovia é por onde caminha o agronegócio que é a mola propulsora deste Estado. Isso nos diz diretamente: agronegócio, construção civil, meio ambiente, hidrovias. Cadê o CREA?. Precisamos pontuar isso, opinar, ajudar nesse desenvolvimento , pois isso gera empregos, riquezas e valorização profissional”.

Boca: Quando que será a eleição?
ABRAHÃO MALULEI – Dia 15 de Dezembro em 11 locais de votação diferentes no Estado. Serão 12 mil eleitores associados mais os flutuantes (de outros estados), um universo de mais de 30 mil votantes. Nosso CREA-MS é maior que muitas das nossas cidades. Vejam e sintam o grande potencial que temos e como seria importante e imprescindível a nossa colaboração através dos nossos profissionais associados”.

Boca: Quais as condições para se votar?
ABRAHÃO MALULEI – “Estar em dia com a entidade até 14 de Dezembro. Precisamos reinserir o CREA-MS nas grandes discussões. Tirá-lo do anonimato. Dar um choque de qualidade, ação e participação não apenas nas questões aqui enfocadas, mas noutras como por exemplo o maciço florestal. Por que o CREA não está se posicionando em ter um Instituto de Floresta no Mato Grosso do Sul?. Somos o único estado a não contar com isso. Precisamos ter atitudes que tragam benefícios para o desenvolvimento do Estado”.
Informações sobre o candidato: (67) 98408-7637

 

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