Vídeo que incriminou prefeita de Fátima do Sul foi produto de armação, diz juíza federal

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul – TRE/MS, absolveu a prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado (PR), e seu vice, Altair Albuquerque, acusados de compra de votos durante campanha eleitoral no pleito de 2016 . Por cinco votos favoráveis e apenas um contrário a defesa conseguir provar em seu recurso eleitoral que o vídeo é produto de uma armação produzida pelo eleitor Ederson  Ferreira Gonçalves.

ARMADILHA
A Procuradoria Regional Eleitoral em seu parecer entendeu que o vídeo de acusação à prefeita Ilda pela compra de votos poderia até ser admitida como prova, desde que não fosse comprovado ser uma armadilha que desnaturou a prática da corrupção eleitoral, de captação ilícita de sufrágio. “O contexto probatório indica com razoável clareza que ele [Ederson] preparou uma espécie de armadilha para a candidata”, argumentou o procurador da república, Marcos Nassar, durante o julgamento.

MÁ-FÉ DO ELEITOR
Na interpretação da relatora do processo, juíza federal, Raquel Domingues do Amaral, houve imparcialidade da prova e má-fé do eleitor Ederson Ferreira na produção do vídeo que incriminou a prefeita. Segundo ela, a má-fé é flagrante e a prova foi um produto de armação. “Por certo estaria de boa-fé aquele cidadão que espontaneamente gravasse uma conversa com o candidato que interpelasse na compra de votos sem qualquer participação organizada de adversários políticos desse candidato e que de imediato entregasse a prova à autoridade competente”, enfatizou a juíza.

AGRADECIMENTO
A prefeita Ilda, logo após a sentença, postou em uma rede social mensagem de fé e agradecimento a todos que torceram por ela. “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Agradeço as orações e pelo apoio da minha família. Recomeçar sempre. A verdade foi mostrada e a justiça foi feita! Obrigada Fátima do Sul!”.

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