Prefeitura inicia desassoreamento pelo lago menor do Parque das Nações Indígenas

Foto: Prefeitura de CG

Exatamente às 9h25  da manhã  desta terça-feira (11), saiu o caminhão basculante transportando os primeiros 10 metros cúbicos de areia retirados do lago menor, na junção dos córregos Prosa e Reveiloon. É o início do desassoreamento dos lagos do Parque das Nações Indígenas, ação conjunta que  a Prefeitura e o Governo do Estado vão desenvolver para  devolver à  Campo Grande um dos seus cartões postais.

Do lago menor, que se destina à retenção de sedimentos, serão retirados aproximadamente 15 metros cúbicos de areia, mobilizando duas  máquinas retro escavadeiras  e  10 caminhões que vão fazer, aproximadamente, 1.200  viagens para retirar toda a areia que será descartada numa área da prefeitura ás margens do anel rodoviário.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, que acompanhou o início do serviço, o trabalho inicial foi o de abrir acesso para os caminhões dentro da área assoreada do lago, compactada com cascalho,  porque à medida que a areia é retirada, começa a “minar” água .

Num dos extremos do lago será retirado material até 5 metros de profundidade para a reabertura do vertedouro  existente.  Este vertedouro  funcionará como regulador do nível da água do lago, evitando assim seu transbordamento.   Depois do desassoreamento, este  lago voltará a cumprir sua função de bacia de detenção para retardar a chegada das águas pluviais mais abaixo, no lago maior, de onde serão retirados mais 135 mil  metros de areia, em 13.500 viagens de caminhão.A expectativa é que toda esta operação (de recuperação dos lagos) esteja  concluída em 4 meses.7Z2A0238 (Copy)

Projeto de R$ 8 milhões

A recuperação dos lagos do  Parque das Nações Indígenas vai exigir  um investimento de R$ 8 milhões, recurso da Prefeitura (R$ 5 milhões ) e do Governo do Estado (R$ 3 milhões).  O projeto inclui a construção de  um piscinão  no Córrego Reveillon, na esquina das avenidas Mato Grosso com Hiroshima; obras de controle de erosão e recomposição vegetal das margens do Córrego  Joaquim Português; e implantação de uma comporta de regulação do nível do lago, tão logo o desassoreamento esteja concluído.

Para evitar que os lagos voltem a ficar  assoreados , com o carreamento de areia junto com a enxurrada  que desce dos bairros do entorno do Parque dos Poderes, serão executados dois projetos  nos córregos  Reveillon e Joaquim  Português, cujas águas formam o lago. No Reveilleon, a Prefeitura implantará um piscinão, inicialmente projetado para armazenagem de 22 mil metros cúbicos de água. No Joaquim Português,  o Governo do Estado vai executar obras de controle de erosão e replantio da vegetação nas margens. Os projetos já estão sendo contratados e a licitações devem ocorrer até dezembro de 2019.

Com as intervenções programadas, segundo Rudi Fiorese, além de recuperar  um  cartão postal da Capital, os lagos terão um papel importante no controle de enchentes de afluentes do Córrego Prosa, que  em dias de chuva mais intensa, transbordam na região do Shopping Campo Grande.  Terão capacidade para armazenar 65 mil metros cúbicos de água, o equivalente a três vezes a capacidade do piscinão que será construído nos altos da Avenida Mato Grosso.

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