Marquinhos Trad (PSD) – Prefeito eleito de Campo Grande-MS

CAMPO GRANDE NUM SÓ RUMO!

MARCOS MARCELO TRAD (52): advogado, ex-secretário Municipal, ex-vereador, três vezes eleito deputado estadual com expressiva votação em Campo Grande, e agora eleito prefeito com a expressiva soma de 241.876 (58,77%) dos votos válidos. Já na segunda-feira após o pleito, iniciou uma agenda de trabalho e conversação preparando a transição e os primeiros passos administrativos. Antes de viajar para São Paulo no final de semana e seguir de lá para Brasília, onde terá agenda com vários ministros na terça-feira, conversou com nossa reportagem.

 

*Por B. de Paula Filho

Boca: Você se portou muito tranquilo quanto aos ataques durante a campanha…
MARQUINHOS – “Minha tranquilidade veio da fé. Eu havia me preparado para ser candidato. Foi um projeto de mais de duas décadas. Sempre imaginei administrar esta cidade de forma inovadora e voltada a minorar o sofrimento das pessoas, criando uma nova mentalidade política e administrativa, na qual possamos ser verdadeiramente um povo feliz”.

Boca: Mas os ataques chegaram a irritar o povo…
MARQUINHOS – “Sim, mas existem dois lados em tudo isso. Quem te ataca está em desvantagem. Quando você é atacado sem razão, precisa considerar quem está te atacando. Não se pode ser grosseiro com uma adversária. Fiz valer as minhas verdades mansamente. Confesso que, ao final dos debates, eu a abraçava fraternalmente. Sabia que depois da disputa, iríamos todos continuar vivendo na mesma cidade”.

Boca: Como foi a aceitação do apoio de Alcides Bernal?
MARQUINHOS – “Ele pode até não ter conseguido fazer tudo aquilo que imaginava fazer como prefeito, e não me cabe avaliá-lo, mas não se pode menosprezar sua liderança. Com todas as deficiências, ele foi um candidato de 111 mil votos. Se tivesse feito alguma aliança com um partido pequeno que lhe desse 4 ou 5 mil votos, seria ele o nosso adversário. A atitude dele ter me dado o apoio foi muito bem vinda. Não me pediu nada impossível senão o fato de eu terminar as suas obras, e que em nosso secretariado não tivesse ninguém com problemas na Coffee-break. Ora: é exatamente isso que eu me propus. Quero um secretariado competente e ficha-limpa. Então fechamos”.

Boca: Alguém está te orientando a buscar apoios e conversar com Câmara, governo do Estado e ministros?
MARQUINHOS – “Tudo isso faz parte de uma estratégia administrativa. Em política não existem inimigos, mas adversários que às vezes, mesmo com suas ideias contrárias podem nos ajudar. Um bom político tem que ter uma ampla visão e não querer ser o dono da verdade. Estou preparado para conversar, discutir, ouvir e até aprender. Se estamos em busca de uma cidade melhor, é preciso ouvir a todos para criarmos juízo daquilo que poderá ou não funcionar”.

Boca: Como você está selecionando seu secretariado?
MARQUINHOS – “Não tem ninguém escolhido por enquanto. Primeiro precisaremos ter uma radiografia exata de como encontraremos a prefeitura, e todos os levantamentos que estamos fazendo, por certo nos darão uma visão panorâmica, mas não uma visão aprofundada. Quando mergulharmos administrativamente é que iremos conhecer profundamente as atitudes que deveremos tomar. Nosso secretariado deverá estar preparado para todas as emergências. Posso garantir que todos serão pessoas preparadas para isso”.

Boca: Como o governador o recebeu?
MARQUINHOS – “Como prefeito da maior cidade deste Estado. Campo Grande é um estado dentro do Estado. Daqui exportamos ideias e conceitos administrativos para o interior, e o povo do interior nos procura para vivenciar nosso ‘dia a dia’ e até no nevrálgico setor da saúde. O governador Azambuja foi sensível a todas as minhas solicitações. Prometeu nos ajudar com parcerias importantes. Será um intercâmbio administrativo positivo. A política já acabou. Agora estamos todos – nós e eles -, sendo avaliados pelo povo por aquilo que poderemos produzir positivamente. A meta é melhorar a qualidade de vida da nossa gente”.

Boca: Algo mais?
MARQUINHOS – “Resta-me agradecer a todos pelo carinho e prestígio. Quem votou acreditou em nosso potencial. Quem não votou terá a oportunidade de acreditar em nossos propósitos que são bons e voltados para a construção de uma cidade que seja boa para todos. Não sou apenas o prefeito dos que me elegeram, mas de todos. Chegou a hora de darmos as mãos e olharmos numa só direção, afinal, Campo Grande é a cidade de todos nós. Muito obrigado”.

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