Julgado pela farda e não pelo ato

Foto: JD1 Notícias

O julgamento do PRF Ricardo Hyun Su Moon, acontecido na última quinta-feira (30/05) no Fórum desta Comarca poderá ser cancelado e a pesada condenação de mais de 23 anos de cadeia poderá cair tendo em vista argumentos do advogado de defesa Dr. Renê Siufi, de que “quando da ocorrência Ricardo já estava em serviço porque já havia deixado sua casa para mais um dia de trabalho”.

Pressupõe o advogado que “Ricardo estava em pleno gozo das suas atividades policiais, daí o fato dele ter impedido que a vítima prosseguisse dirigindo naquele grau de embriaguez”. No júri ficou evidenciado que Ricardo “mexe” mal com as palavras o que não é de se estranhar em se tratando de ser ele uma pessoa tímida e como todo oriental pessoa de pouca conversa.

Esse é um traço dos orientais que pensam muito lógico, por isso são pessoas introspectivas, mas extremamente corretas naquilo que falam e deduzem, rígidos quanto àquilo que for estabelecido como conduta pessoal ou profissional, e que adotou no momento da confusão um posicionamento como agente da lei, pedindo que o sushizeiro permenecesse dentro do veículo até que a Polícia Militar chegasse ao local.

A indisciplina matou o motorista. Quando tentou arrancar do local o PRF sacou da arma para obrigá-lo parar e aconteceu aquilo que, numa ocasião tensa como essa, havia a probabilidade de acontecer.

O advogado de defesa saiu elegantemente pela tangente quando perguntado se aceitava o resultado e em resposta ele reconhece ser o júri soberano. Mas as coisas não vão parar assim tão facilmente. O recurso para que a Justiça Federal avoque a causa está por ser julgado, e se, decidido que o réu estava em serviço um novo julgamento irá se realizar com a possibilidade de um resultado totalmente adverso.

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