Gestores se reúnem para tentar acordo para amenizar caos na Santa Casa

O impasse entre Santa Casa e a prefeitura ainda continua, mesmo com um novo contrato pronto. E se não houver um acordo a população vai ser afetada com os portões fechados da entidade.

A verba da Santa Casa é custeada pelo SUS, são 90% isto é em torno de R$ 20 milhões. Sendo R$ 15 milhões transferidos pela Prefeitura de Campo Grande e R$ 1,8 milhões do governo estadual. E tem mais o Município e o Estado repassam a Santa Casa R$ 1,5 milhão ou seja R$ 750 mil de cada um (Município e Estado) a Santa Casa. Este valor é referente ao pagamento de um empréstimo de R$ 80 milhões junto à Caixa Econômica para pagamento de dívidas.

Mesmo diante desse montante orçamentário a Santa Casa diz que precisa ainda de R$ 23 milhões se não for atendida manterá os portões fechados do pronto socorro e só receberão pacientes já encaminhados pela rede pública. Contudo a parte privada continua com seu atendimento normal.

O município em contrapartida rejeitou a conta da Santa Casa e continua oferendo R$ 20 milhões de acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela. E a Santa Casa está se recusando a assinar o contrato sem a alteração de pelo menos três cláusulas. Uma das cláusulas é a data do pagamento, que para a administração do hospital que deve ocorrer até quinto dia útil de cada mês para não atrasar o salário dos funcionários. Do outro lado o município defende a transferência de recursos até o dia 10, justificando que a responsabilidade de pagar os colabores em dia é da contratante. A Santa Casa é a responsável por pagar os seus colaboradores.

O secretário explicou que “Querem que coloquem algumas cláusulas que não dá para a prefeitura aceitar. Querem que garantam os R$ 21 milhões do ano passado, numa compactação que fez outra administração, mas não tem nada escrito, nada oficial afirmando isso e querem que aumentem R$ 3 milhões e enquanto esse impasse não for resolvido, eles não querem assinar”.

Por fim o hospital adiantou que se não houver o pacto de mais R$ 3 milhões, não será possível continuar atendendo pacientes fora dos encaminhamentos. Os atendimentos nessa caso será prejudicado.

 

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