Em visita às incubadoras de Campo Grande, vereador reforça necessidade de fomentar ações na área de inovação

O vereador Otávio Trad (PTB) e vereador Junior Longo (PSDB), visitaram as incubadoras de Campo Grande a convite da Assessora de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campo Grande, Edna Antonelli.

Os parlamentares visitaram as incubadoras Norman Edward Hanson, no bairro Santa Emília, e a Mário Covas, que leva nome do bairro, e constatou uma realidade bem diferente do que observou nos municípios de Palhoças e Florianópolis, no estado de Santa Catarina, onde participou esta semana de uma missão técnica tecnológica.

Das cinco incubadoras de Campo Grande, apenas duas estão funcionando, a do bairro Santa Emília, que abriga três empresas alimentícias, e a do Mário Covas que abriga uma empresa de confecção têxtil. As demais estão desativas devido à falta de manutenção nos equipamentos que impede uso, explica Edna.

Para o produtor de mel, Adriano Adames, que participa da incubadora do Santa Emília, o trabalho desenvolvido pelas incubadoras precisa ser resgatado. Adriano produz mel, hidromel, mel com própolis, entre outros produtos, e desenvolveu, em 2011, uma roupa própria para apicultores com revestimento duplo e na cor amarela, o que afasta ainda mais as abelhas. Por esse projeto, ele recebeu, na época, o prêmio de melhor invento no Congresso Internacional de Apicultura. Hoje, ele é um dos poucos empreendedores que restaram nas incubadoras municipais. Das 26 empresas incubadas que havia em 2012, hoje restam apenas quatro. E a última graduação de empresa pela incubadora do Santa Emília aconteceu em 2011.

Os vereadores também visitaram a empresa Vó Ermínia Alimentos, que hoje fornece temperos, geleias, conservas, farofa, ovos de codorna e uma série de produtos para todo país. A proprietária, Viviane Magda Ferreira, relembra, emocionada, o período iniciou seu trabalho com na incubadora. Viviane conseguiu, há cinco anos construir sua fábrica no núcleo industrial. “Eu fazia os produtos na minha casa, tinha um fogão na cozinha e trabalhava lá. Na incubadora encontrei pessoas que acreditaram em mim e me ajudaram a organizar uma empresa. Foram sete anos incubada, até que consegui financiar terreno e construir nossa fábrica”. Viviane se graduou há quase dez anos e hoje possui uma empresa consolidada no mercado.

Para o vereador é preciso resgatar o trabalho desenvolvido com as incubadoras e atrair novos investimentos. “As incubadoras precisam de investimento, temos que buscar parcerias, se for necessário até com setor privado, para retomar o trabalho desenvolvido aqui. Campo Grande estava no caminho certo, visitamos uma empresa que começou nas incubadoras, se graduou e hoje possui fábrica própria e emprega 19 funcionários, o que mostra que o trabalho das incubadoras funciona”.

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