AS “TRETAS” DO TRUTIS: Deputado Federal cria animosidade com vereadores de todo o Brasil, ameaça e “chantageia” vereadores da Capital

“Pra mim ele tomou um suco de ‘bacon’ estragado”, disse ironicamente o vereador Delegado Wellington que teria reagido à postagem inicial que abriu a celeuma envolvendo o deputado Federal Tio Trutis e todas as Câmara de Vereadores do País.

Trutis iniciou seu destempero verborrágico atacando as “Moções de Congratulações” que é um reconhecimento da edilidade àqueles que se destacam por um motivo ou outro dentro da sociedade.

“Com esse papelzinho eu limpo a bunda…” disse Trutis, num palavreado inesperado e inadequado para um parlamentar. Não se sabe ‘por que’ o deputado Federal se insurgiu contra as “Moções de Congratulações”. Indignado com a postagem o vereador Delegado Wellington pediu contra Trutis uma “Moção de Repúdio” e foi assim que a pólvora explodiu.

DISCURSO RAIVOSO

Em plena quinta-feira (02/05), Trutis – que segundo o vereador, deveria estar trabalhando em Brasília-DF – foi visto como um turista pela cidade, e quando soube das providências da nossa Câmara ligou para um ex-funcionário do gabinete do vereador ameaçando de que “Caso o repudiassem iria contar ‘coisas’ a respeito do vereador que só ele sabia…”.

Sem retroceder devido à ameaça, o Delegado Wellington arregaçou as mangas e corajosamente pediu a ‘Moção de Repúdio’ para ser acolhida pelos demais colegas de Câmara. O assunto incendiou o plenário com discursos recheados de revolta dos demais vereadores. Apenas um deles – o Ver. Papi – se recusou em assinar o documento. Na manhã de sexta-feira (03/05), Papi explicou no mais ouvido programa noticioso das manhãs pela FM-101.9, por que não assinou o documento.

“Repúdio é algo grande demais perante a pequenez e insignificância desse agressor”, disse Papi. O ambiente continuou em ebulição. O programa convidou o Ver. Delegado Wellington para dar suas explicações, colocando no ar, sem cortes, o discurso verborrágico do deputado Federal, que foi respondido em todas as suas dúvidas pelo vereador.

Trutis continuou reverberando sua retórica furiosa, desta vez desafiando o Vereador Delegado a prendê-lo, numa fanfarronice impossível de ser compreendida.

Na mesma proporção dos seus ataques o Vereador desmentiu que Trutis fosse policial, desafiando-o a passar num concurso se desejasse pertencer aos quadros da Polícia Civil. “Ele não passa de um ‘ganso’ ou como se diz na ‘gíria’ um xis-9”. Explicou que, na gíria policial “ganso ou x-9” são ‘alcaguetes’ da polícia.

Não se sabe do porquê Trutis se meteu numa encrenca desnecessária e completamente fora de qualquer contexto político, mas se queria ser notícia na imprensa, se fartou delas. Todos os jornais, rádios e televisões, abriram-lhe espaços generosos acusando-o pela agressão desnecessária e sem sentido.

No plenário da Câmara o vereador Valdir Neves fez um discurso explosivo contra Trutis, intraduzível e incapaz de ser decodificado jornalisticamente. O adjetivo mais “leve” foi a referência feita ao deputado como “Tio Frutis”.

Certamente o episódio não deverá parar por aqui, a menos que alguém resolva acabar com esses cansativos episódios que nada acrescentam, mas que bem demonstram o despreparo do ex-sanduicheiro que dormiu comerciante e acordou deputado.

O destempero verbal de Trutis pode ter sido causado pelo ‘estresse’ da responsabilidade de ter sido eleito para um cargo para o qual ele não sabe ou tem noção por onde começar.

Levado pelo efeito “wave” ocasionado pela espetacular votação que elegeu Jair Bolsonaro à Presidência da República, figuras como Trutis posem ser passageiras no mundo da nossa política. Em 2022 teremos novas eleições, e isso poderá ser o crepúsculo para aqueles que dormiram na dureza e supostamente acordaram ricos graças a um cargo vistoso e respeitável como o de deputado federal.

Voltaremos.

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